Construção de nova célula no Aterro Sanitário
de Mato da Cruz
Foi construída uma nova célula, que já está a ser utilizada, no
Aterro Sanitário de Mato da Cruz.
Esta célula destina-se à deposição exclusiva de resíduos sólidos
urbanos e escórias não valorizadas. Trata-se de uma infraestrutura
contígua ao topo SW da célula 1 já existente e está previsto que o
seu enchimento se faça de modo a ligar a massa de resíduos
depositada em ambas.
A célula, com 1,71 hectares e uma profundidade média de 9,6 m,
tem uma capacidade de encaixe de aproximadamente 249 300 m3.
A célula dispõe de um sistema de proteção ambiental
(impermeabilização), que tem como objetivo evitar a possibilidade
de qualquer contaminação, quer dos solos envolventes, quer de
aquíferos existentes nas suas proximidades.
O sistema de proteção ambiental no fundo da célula é composto
por (de baixo para cima):
- camada de solos locais, com espessura igual ou superior a 0,50
m;
- geocompósito bentonítico, constituído por uma camada de
bentonite entre dois geotêxteis;
- geomembrana em polietileno de alta densidade, com espessura
igual a 2 mm;
- geotêxtil com função de proteção da geomembrana;
- camada drenante, de seixo rolado, com espessura de 0,50 m;
- geotêxtil superior com função de filtro.
Nos taludes, a camada drenante é composta por um geocompósito,
constituído por uma georrede entre dois geotêxteis.
No fundo da célula, implanta-se a rede de drenagem de
lixiviados, que recebe os lixiviados produzidos e os encaminha para
posterior tratamento na Estação de Tratamento de Lixiviados.
A célula prevê a construção de oito drenos verticais de biogás,
cada um com uma área de influência de 50 m de diâmetro.
A implantação desta nova área de deposição implicou o desvio de
todas as redes enterradas localizadas no topo Sul do Aterro
Sanitário de Mato da Cruz (elétrica, pluvial, de lixiviados e de
incêndio).
Prevê-se que a conclusão dos trabalhos de construção terminem em
meados de fevereiro de 2011 com um valor global de investimento de
cerca de 2 milhões de euros.